segunda-feira, 21 de julho de 2014

Fio Douro

Há um tesouro na região de Trás-os-Montes e Alto Douro. O azeite não se serve só à mesa, há muita investigação no ramo da olivicultura. Trata-se de um produto de excelência que é também marca de uma região.
Fio Douro é uma grande reportagem de Eduarda Freitas, com pós-produção audio de Paulo Martins.

Foto: Eduarda Freitas

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Corridas de carros regressam a Vila Real

As célebras corridas de carros de Vila Real vão regressar em junho, depois de uma suspensão de dois anos, por falta de dinheiro. Os automóveis voltam ao circuito urbano numa prova que é também um acontecimento turístico que traz receitas à cidade. A associação criada para a organização do evento tem o objetivo de o internacionalizar depois de 2015. A autarquia garante que não suportará os custos do evento. O investimento ronda os 250 mil euros.



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

FEIRA DO FUMEIRO DE VINHAIS 2014

HISTÓRIA

A Feira de Fumeiro de Vinhais acontece na vila transmontana desde 1981, no segundo fim-de-semana do mês de Fevereiro, oferecendo aos visitantes, para além da exposição de produtos e a possibilidade de aquisição, um vasto programa de actividades. São três décadas de experiência que fizeram de Vinhais a capital inequívoca do Fumeiro, um certame que já trabalha na sua afirmação internacional. Esta feira começou na praça do mercado, depois passou para o Campo de Futebol, mais tarde para a Escola Secundária. Todos estes espaços se foram tornando pequenos e a autarquia teve necessidade de criar um pavilhão próprio para o certame, que não para de crescer. Neste momento a organização já se depara novamente com o problema de falta de espaço para tanta procura e solicitação por parte dos mais variados expositores que não querem perder as excelentes oportunidades de negócio geradas nesta Feira. Este certame tem sido o motor impulsionador das actividades relacionadas com o Fumeiro que tem vindo a ser desenvolvidas no município e não é por acaso que Vinhais é o município com maior número de cozinhas regionais licenciadas. Há 19 cozinhas licenciadas e que laboram nove meses por ano. Cada unidade pode transformar até três mil quilos e vender num raio de 40 quilómetros. As unidades industriais (cinco) não têm a mesma limitação da quantidade produzida, mas as mãos que confeccionam o produto, que tem por base a mesma matéria-prima, tempero e métodos de secagem, têm o mesmo conhecimento das produtoras das Cozinhas Regionais. Os produtores individuais que trabalham exclusivamente para este certame são mais de meia centena. Os números falam por si, nos últimos anos registaram-se mais de 70 mil entradas na Feira do Fumeiro de Vinhais, visitantes oriundos de todo o país e também, em grande número da vizinha Espanha. Vendem-se nesta Feira mais de 50 toneladas de fumeiro o que representa a entrada de largos milhares de euros na economia local.
O fumeiro, comercializado por dezenas de produtores e consumido na feira, tem Protecção Comunitária IGP- Indicação Geográfica Protegida, atribuída pela União Europeia, garantindo a quem adquire os produtos uma certificação de qualidade. Esta denominação está relacionada com a raça autóctone da região de Vinhais, o porco Bísaro, alimentado à base de produtos naturais, de que é exemplo a castanha, contribuindo para que a sua carne seja suculenta e saborosa. Grande variedade de salpicões, chouriças de carne, butelos, alheiras, chouriços azedos, chouriças doces e presuntos, confeccionados com recurso à carne de porco Bísaro, desfilam pelos diversos expositores da feira.
No entanto a feira, organizada pela Câmara Municipal de Vinhais e pela Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bísara, não se restringe apenas à exposição de fumeiro, disponível para venda aos milhares de visitantes que todos os anos rumam à Capital do Fumeiro. Para além de outros produtos naturais da região, artesanato, produtos gourmet, espectáculos musicais, arraial, luta de touros, tasquinhas, restaurantes e muitos outras actividades integram um programa diversificado que, durante quatro dias, anima quem passa por Vinhais


terça-feira, 26 de novembro de 2013

COZIDO BARROSÃO | MONTALEGRE | TRÁS-OS-MONTES

COZIDO BARROSÃO
Na Capital do Barroso, Montalegre, o porco bizaro é, desde sempre, a base do sustento alimentar. Produtos colhidos nas terras do Barroso, faz as delícias dos curiosos que vêm visitar este “Reino Maravilhoso”.O presunto, a chouriça, o salpicão, a vitela, a galinha caseira, as batatas, as couves, as abóboras, os nabos, o pão centeio, o mel, etc…deliciam o paladar de todos aqueles que se juntam a promessa duma mesa farta.

Montalegre é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e sub-região do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 1 800 habitantes. É sede de um município raiano com 806,19 km² de área e 10 537 habitantes, subdividido em 35 freguesias

GALAFURA | DOURO

Em Galafura encontramos um dos miradouros mais bonitos de toda a região duriense, o miradouro de S. Leonardo, onde Miguel Torga “mergulhava” no rio e se embrenhava na paisagem magnânima deste “Doiro sublimado”, a quem num dos seus “Diários” chamou de “excesso de natureza”. Sobre uma pedra está registado um excerto da obra daquele que é considerado um dos maiores escritores portugueses do século XX, na qual o Douro é uma presença constante. Deste lugar contam-se lendas e histórias, que aumentam o encanto destas paragens, um dos lugares mais belos do concelho reguense, paragem obrigatória para quem visita o Douro.
O Monte de S. Leonardo está localizado a Este do povoado de Galafura e a 566 metros de altitude. Aqui existiu um castro romano, do qual foi Governador Galafre, etimologia do actual nome da freguesia de Galafura.
A povoação foi fundada pelos mouros na vertente Oeste do Monte de S. Leonardo, no lugar ainda hoje conhecido como Fonte dos Mouros, à distância de 5 Km's da actual localização. Neste local, também conhecido por Cemitério Mouro, existem sepulturas cavadas na rocha nova, tendo aparecido utensílios identificados como sendo romanos, o último dos quais há cerca de 3 anos – uma moeda de ouro, com a efígie e nome de Agripina. Na memória de alguns residentes, reside o achado de vasilhas de barro, com cinzas, o que indica que já em época romana, os mortos eram cremados. A povoação viu-se forçada a deslocar-se para o sítio onde se encontra, devido a uma invasão de formigas.
No Monte de S. Leonardo, formado de sílex e quartzo, encontram-se vários poços romanos, alguns muito profundos, em resultado das pesquisas e extracções de minérios. Um documento estatístico, com data de publicação de 1842, segundo a reforma de 21 de Maio de 1841, diz ter existido em Galafura um filão de azougue. Tal como Covelinhas, Galafura também integrou o concelho de Canelas.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

História do Natal: Origem e Curiosidades

Celebrações durante o inverno já eram comuns muito antes do Natal ser celebrado no dia 25 de Dezembro. Antes do nascimento de Jesus, a história do Natal tem início com os europeus, que já celebravam a chegada da luz e dos dias mais longos ao fim do inverno. Tratava-se de uma comemoração pagã do “Retorno do Sol”.
Na verdade, no início da história do Natal, esta era uma festividade sem data fixa celebrada em dias diversos em cada parte do mundo. No século 4 AC, o então Papa Julius I muda para sempre a história do Natal escolhendo o dia 25 de Dezembro como data fixa para a celebração das festividades. A idéia era substituir os rituais pagãos que aconteciam no Solstício de Inverno por uma festa cristã.
No ano de 1752, quando os cristãos abandonaram o calendário Juliano para adotar o Gregoriano, a data da celebração do Natal foi adiantada em 11 dias para compensar esta mudança no calendário. Alguns setores da Igreja Católica, os chamados “calendaristas”, ainda festejam o Natal em sua data original, antes da mudança do calendário cristão, no dia 7 de Janeiro.

A História do Natal ao redor do mundo: algumas curiosidades

A história do natal é controversa desde o início. Muitas das celebrações que deram origem ao feriado cristão eram práticas pagãs e, por isso, eram vistas com maus olhos pela Igreja Católica. Hoje, as tradições de natal diferem de acordo com os costumes de cada país.
O final do mês de Dezembro era a época perfeita para celebrações na maior parte da Europa. Neste período do ano muitos do animais criados nas fazendas eram mortos para poupar gastos com alimentação durante o inverno. Para muitas pessoas esta era a única época do ano em que poderiam dispor de carne fresca para sua alimentação. Além disso, a cerveja e o vinho produzidos durante o ano estavam fermentados e prontos para o consumo no final do inverno.
Muito antes do cristianismo, os suíços já celebravam o "midvinterblot" ao final do inverno. A comemoração acontecia em locais específicos para a realização de cultos, com sacrifícios humanos e animais. Por volta de 1200 AC, uma grande mudança na história do natal na Suíça, que passa a homenagear seus deuses locais nesta data.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Douro Film Harvest presta tributo ao cineasta João Botelho

O realizador, já por algumas vezes, usou o Douro como palco ou se inspirou neste território, classificado pela UNESCO em 2001, para os seus trabalhos.

A quinta edição do Douro Film Harvest (DFH) arranca a 14 de Setembro com um orçamento de cerca de 100 mil euros, apresenta 24 filmes e presta tributo ao realizador João Botelho, anunciou esta segunda-feira a organização.
Manuel Vaz, presidente do festival, disse à agência Lusa que o festival arranca em Sabrosa com a apresentação do filme “Mondovino”, seguido de uma tertúlia com o realizador norte-americano Jonathan Nossiter.

No mesmo dia, o Douro Film Harvest que é organizado e produzido pela Expanding World, associa-se ao Festival das Aldeias Vinhateiras, em Provesende, com a peça de teatro “O pecado da gula”, que é interpretada por Marcantonio Del Carlo.

Na abertura do festival, será ainda prestado tributo ao realizador João Botelho, que por algumas vezes usou o Douro como palco ou se inspirou neste território, classificado pela UNESCO em 2001, para os seus trabalhos.

Em Sabrosa, será apresentado o documentário “A terra antes do céu” do realizador dedicado a Miguel Torga, escritor que nasceu neste concelho.

Entre os seus trabalhos mais conhecidos destaca-se ainda o “Um Adeus Português”, primeiro filme português a explorar o tema da Guerra Colonial, ou a sátira ao exercício do poder, “A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos”.

Este festival de cinema procura aliar a melhor selecção de filmes às melhores colheitas de vinhos produzidos na mais antiga região demarcada do mundo.

Os filmes a concurso vão dividir-se em três secções, nomeadamente “Wine Films”, “Food Films” e “Curtas da Casa”.

Fora de competição existem as rubricas “A Nossa Colheita” e “Fora da Carta”. Em “A Nossa Colheita” será apresentada a curta-metragem “Mau Vinho”, a primeira realizada por Marcantonio del Carlo e produzida pelo Douro Film Harvest em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

O Douro Film Harvest apresenta 24 produções, todos estreias nacionais, algumas europeias e uma mundial.

Manuel Vaz referiu que o orçamento ainda está a ser preparado, mas que deverá rondar os 100 mil euros de financiamento directo. O responsável referiu que o festival sobrevive sem apoios estatais, por parte da cultura ou do turismo e que a organização conta com o apoio de patrocinadores. O Douro Film Harvest termina no dia 21, no Porto.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Douro Film Harvest com nova edição de 14 a 21 de Setembro

O Douro Film Harvest (DFH) regressa à paisagem única do Douro e da cidade do Porto, na semana de 14 a 21 de de Setembro. Apresentará um total de 24 filmes, todas estreias nacionais, algumas europeias e uma mundial. O evento procurará, uma vez mais, levar ao mundo o que de melhor se faz no Douro, ao mesmo tempo que se partilham experiências e novidades de diversas áreas além do cinema: música, gastronomia e vinho.


 
Na abertura do festival, será prestado tributo ao realizador português João Botelho. Entre os seus trabalhos mais conhecidos destaca-se o «Um Adeus Português» (1985), primeiro filme português a explorar o tema da Guerra Colonial, ou a sátira ao exercício do poder, «A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos» (2002).
 
«A Year in Burgundy» (David Kennard), «Wine of Summer» (Maria Matteoli, com participação de Sónia Braga), «Red Obsession» (David Roach e Warwick Ross, com a participação de Russel Crowe), «Somm» (Jason Wise) e «Tesouro» (Marcantonio del Carlo), são os filmes em competição na secção «Wine Films», sendo a primeira vez que o festival tem um filme português a competir nesta categoria. Esta pretende ser uma homenagem do DFH à extraordinária ligação que se pode estabelecer entre o cinema e o vinho.
 
Já na secção «Food Films» concorrem películas em que a comida tem um papel relevante, todas elas em estreia nacional: «18 Comidas» (Jorge Coiro), «Jiro Dreams of Sushi» (David Gelb), «Dive!» (Jeremy Seifert), «Perfect Sense» (David Mackenzie), com a participação de Ewan McGregor) e «Tasting Menu» (Roger Gual).
 
Gonçalo Galvão Teles, realizador, Pedro Garcias, jornalista do jornal Público, George Sandeman, enólogo, Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal e António Augusto Fontainhas Fernandes, reitor da UTAD integram o júri que irá escolher o melhor filme da categoria «Wine Films».
 
Para júri da «Food Films» foram convidados Ricardo Campos Costa, proprietário do restaurante Shis Clérigos, Leonel Vieira, realizador, o chef Vítor Matos, Sónia Mendes, da Associação Portuguesa de Nutricionistas e Miguel Osório, administrador do grupo Sonae.
 
Adelaide Teixeira, Atriz, António Martinho, do Turismo do Douro, Lévi Leonido, professor da UTAD, Nuno Rocha, realizador e Alexa Rodrigues, produtora executiva da Shortcutz Amsterdam serão o júri das «Curtas da Casa».
 
Fora de competição existem as rubricas «A Nossa Colheita» e «Fora da Carta». N’ «A Nossa Colheita» será apresentada a curta-metragem «Mau Vinho», a primeira realizada por Marcantonio del Carlo e produzida pelo DFH em parceria com a UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro). Já em «Fora da Carta» será exibido o filme «Vinho de Chinelos» e um episódio extra do filme «Mondovino» (2004) do realizador Jonathan Nossiter, exibido há uns anos atrás no DFH.
 
O Douro Film Harvest realiza-se pelo quinto ano consecutivo, desde 2009, e constitui já um nicho único no panorama internacional de cinema, procurando aliar a melhor seleção de filmes às melhores colheitas de vinhos produzidos na mais antiga região demarcada do mundo. Pelo evento já passaram, nas edições anteriores, nomes como Bo Derek, Sophia Loren, Andie MacDowell, Milos Forman, Kyle Eastwood, entre outros.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Douro mantém "boa procura" de turistas

O Douro mantém neste verão uma “boa procura” por parte de turistas, com unidades de alojamento a lançarem novos produtos ou a apostarem em promoções onde oferecem serviços, desde passeios de barco a provas de vinhos.

O presidente em gestão da Turismo do Douro, António Martinho, fez hoje à agência Lusa um “balanço positivo” no turismo na zona que está classificada Património Mundial da Humanidade.
“É verdade que a procura interna baixou, mas de alguma forma ela estará a ser compensada por um aumento da procura externa”, salientou.
No Douro vinhateiro, o ponto alto coincide com a época de vindimas, em setembro e outubro, pelo que se perspetiva ainda um aumento de turistas nesses dois meses.
Entretanto, para atraírem os visitantes portugueses, algumas unidades hoteleiras estão a apostar em promoções ou pacotes onde são oferecidos mais ou noite ou serviços.
A Quinta do Portal, em Sabrosa, lançou o pacote de verão onde, para além das dormidas os visitantes clientes têm ainda direito a jantar gourmet, visita à adega, prova de vinhos e passeio de barco no rio Douro.
Para além disso, segundo Patrícia Guerra, na adega os turistas podem ainda provar os 'cocktails' como o granizado feito com vinho do Porto ou o moscatel tónico. Os mais novos podem provar infusões de cor branca ou tinta que visam desenvolver sensações e o palato dos mais novos.
Novidade são também os miradouros espalhados pelas propriedades, onde podem ser feitos lanches ao pôr-do-sol.
Já em Mesão Frio, o Douro Scala Hotel está a apostar no “tudo incluído”, com refeições e serviços, proposta que, de acordo com o diretor Hélio Correia, “está a dar resultado”.
A taxa de ocupação desta unidade ronda, neste verão, os 90 por cento e, ao mesmo tempo, está a aumentar a taxa de permanência dos seus clientes na região.
E, para entreter os turistas na região, foi criada este ano uma nova empresa de animação turística, a Wine Moments & Gourmet, que propõe para estas vindimas cinco pacotes, de vários preços, que incluem o corte das uvas, lagaradas, jantares e visitas a adegas.
Mas nem tudo está a correr bem na área considerada Património Mundial. José Silva tem um negócio de aluguer de embarcações instalado na Folgosa e no Pinhão e queixa-se numa quebra “de mais de 50%” na procura “devido ao verão tardio” e “à crise”.
Em oito anos de negócio, o empresário diz que “este está a ser o pior de todos”.
José Silva reconheceu também que a oferta deste tipo de embarcações, aluguer de lanchas para passeios escolhidos pelos turistas, aumentou no Douro, o que poderá estar também na origem desta quebra.
“Os clientes espalharam-se mais”, salientou, acrescentando que espera que, as vindimas, tragam mais pessoas à região.
António Martinho referiu ainda que as distinções do Porto e Douro como um dos dez destinos turísticos de 2013 por uma revista internacional, está a atrair mais visitantes ao Património Mundial.
O responsável apontou ainda um aumento de turistas franceses no território o que, na sua opinião, poderá estar associado ao filme “Gaiola Dourada”, realizado pelo luso descendente Ruben Alves que foi também filmado entre os socalcos durienses e que já foi visto por 1.2 milhões de espetadores.

FONTE/ FOTOS DE HELENA COSTA

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Empresas investem no Douro vinhateiro

FOTO DE: HELENA COSTA
Em época de crise algumas empresas estão a apostar no Douro, investindo milhões de euros na construção de adegas ou adquirindo quintas com vista à produção de vinhos na mais antiga região demarcada do mundo.
O Douro tem sido palco de vários investimentos na área vitivinícola nos últimos tempos, desde a construção de novas adegas à reconversão ou plantação de vinhas ou à construção de unidades de enoturismo.
A empresa Lua Cheia em Vinhas Velhas, que junta os enólogos Francisco Batista, João Silva e Sousa e do empresário Manuel Dias, tem em curso um investimento de cerca de um milhão de euros no Douro.
FONTE

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Região do Douro prevê produzir 233 mil a 253 mil pipas nesta vindima

A Região Demarcada do Douro prevê para esta vindima uma produção de vinho entre as 233 e as 253 mil pipas, valores superiores à produção declarada no ano passado, de 218 mil pipas.
Os dados foram divulgados hoje pela Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), sediada no Peso da Régua.
A diretora geral da instituição, Rosa Amador, advertiu, no entanto, que o resultado final da próxima vindima vai depender das condições climáticas e fitossanitárias que se registarem até setembro.
As previsões da ADVID são efetuadas com base no modelo pólen, recolhido na fase de floração da videira, entre maio e junho, nas três sub-regiões do Douro: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.
De acordo com a associação, a expectativa de colheita para esta vindima vai das 233 mil às 253 mil pipas, previsões que apontam para um ligeiro aumento comparativamente com a produção declarada no ano passado, que foi de 218 mil pipas de vinho.
O enólogo Paulo Ruão afirmou hoje à agência Lusa que se prevê "uma boa colheita" para esta vindima.
O enólogo trabalha para a Lavradores de Feitoria, que junta 18 quintas espalhadas por toda a região demarcada, desde o Baixo Corgo ao Douro Superior.
Paulo Ruão referiu que existe, neste momento, um "bom vigor na vinha", sem registo de doenças, e salientou que ainda existe muita água no solo, o que ajuda a proteger do calor que se tem feito sentir nas últimas semanas.
No entanto, o responsável ressalvou o risco de doenças que ainda podem surgir até ao pintor, fase que corresponde à mudança de cor da uva.
Mas, por agora, garante que a "videira está muito viva, ainda está na fase de crescimento". "Em termos de produção achamos que vai ser boa", acrescentou.
O enólogo prevê um aumento da colheita nesta vindima e lembrou que 2012 foi um ano muito complicado para o Douro, muito por causa da falta de água no solo.
As previsões apontadas pela ADVID para o ano passado tinham um intervalo entre as 269 e as 325 mil pipas, mas, nesse ano, o Douro foi atingido por um dos anos mais secos das últimas quatro décadas e a videira foi afetada pelo desavinho e bagoinha.
O desavinho é um acidente fisiológico em que não ocorre a transformação das flores em fruto, enquanto na bagoinha no mesmo cacho aparecem, além de bagos normais, bagos de dimensões reduzidas, por vezes sem grainha e sem atingirem a maturação.
Este ano verifica-se, segundo Paulo Ruão, um atraso de cerca de duas semanas no ciclo vegetativo da vinha devido principalmente ao frio que se fez sentir em maio.

Instituto Politécnico do Porto lança Hotel-Escola no coração do Douro.

FOTO DE HELENA COSTA
A primeira pedra do “Douro Royal Valley Hotel & SPA – Application School Hotel & SPA”, vai ser lançada este domingo, às 11 horas, em Pala, Ribadouro, no concelho de Baião.
O Hotel-Escola, que vai nascer da parceria entre a JASE, Empreendimentos Turísticos, Lda e o IPP, Instituto Politécnico do Porto, será a primeira unidade hoteleira preparada para ministrar uma licenciatura em turismo, em contexto de trabalho. No coração do Douro, esta será uma unidade de 5 estrelas que, de acordo com os seus promotores, “vai aliar o turismo de altíssima qualidade à componente educativa, proporcionando graus de licenciatura e mestrado”.
A 12 quilómetros de Baião, servido por linha férrea e cais náutico, o “Douro Royal Valley Hotel & SPA” está também situado próximo da barragem do Carrapatelo e tem prevista a abertura ao público em Dezembro 2014.
A licenciatura em Gestão Hoteleira e Turismo será ministrada a partir de 2015, com um campus para alunos e professores que contará com 35 quartos.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Viticultores do Douro protestam a 31 de julho na Régua

Os viticultores do Douro realizam a 31 de julho, no Peso da Régua, um dia de protesto pelo aumento do preço dos vinhos, o saneamento financeiro da Casa do Douro (CD) e contra as novas medidas fiscais.
"A Região Demarcada do Douro continua mergulhada numa profunda crise", afirmou hoje, em conferência de imprensa a dirigente da Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDouro), Berta Santos.
Por isso mesmo, os viticultores agendaram uma ação de luta que decorrerá durante todo o dia de 31 julho, com concentração e vigília junto à sede do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), na Régua.
Berta Santos salientou que os pequenos e médios produtores durienses perderam 60% dos seus rendimentos nos últimos anos.
A AVIDouro reivindica o aumento do preço dos vinhos pagos aos viticultores para os 1.100 euros por pipa de vinho do Porto e 300 euros para a pipa de vinho de mesa. No ano passado, de acordo com a responsável, verificou-se um decréscimo entre os 35 e os 50 euros por pipa de vinho generoso.
A responsável considerou que os problemas dos produtores se estão a agravar também com as novas obrigações fiscais.
Todos os agricultores com atividade comercial são obrigados a declarar nas Finanças o início da atividade e a passar fatura por qualquer transação.
"Estas regras vão fazer com que desapareçam milhares de pequenos e médios viticultores", salientou.
Por isso mesmo, a AVIDouro exige a "suspensão ou anulação" destas novas regras.
Os viticultores reclamam ainda a destilação dos vinhos excedentes da região para a produção de aguardente necessária para o vinho do Porto e um "controlo eficaz" perante a possibilidade de se poder utilizar aguardente de origem vitícola, não vínica.
Aos problemas dos viticultores acresce ainda a Flavescência Dourada, uma doença de quarentena que tem como agente causal um parasita e é transmitida por um inseto vetor, que se alimenta da seiva da videira e propaga o fitoplasma assassino.
Em Portugal, a doença foi detetada pela primeira vez em 2006, no Minho. No Douro, foram detetados dois casos, um em São João da Pesqueira e outro em Vila Real.
Os agricultores durienses queixam-se de falta de informação sobre este assunto, que consideram ser preocupante, e pediram mais "apoio técnico e financeiro".
O produtor António Pereira alertou para o facto de que o rendimento da vinha não chega para comprar os produtos necessários para os tratamentos. "Hoje em dia já há muita gente no Douro que está a abandonar as suas vinhas", salientou.
Quanto à CD, uma associação privada de direito público e de inscrição obrigatória, que há anos se debate com uma asfixia financeira, com uma dívida que ultrapassa os 100 milhões de euros, e salários em atraso, a AVIDouro reivindica um "saneamento justo" da instituição.
Recentemente o secretário de Estado da Agricultura afirmou que a solução para a CD poderá passar por dois eixos: "resolvendo a questão da dívida, com o recurso a venda de vinhos e, se necessário, mas apenas em último caso, da venda de património, e, num segundo eixo, criando condições à instituição para deixar de ser uma associação com inscrição obrigatória e para se tornar uma associação mais dinâmica".
Num momento em que muitos viticultores já não pagam as suas quotas devido à quebra de rendimentos, uma situação que poderá piorar na opinião de Berta Santos com as alterações anunciadas pelo Governo.

Turistas apostam cada vez mais no Douro para passar férias



 
 
Há cada vez mais turistas a procurar a região do Douro para férias. Recentemente eleito o melhor destino fluvial da Europa, em média a taxa de ocupação hoteleira ronda os 70%. Entre as casas de turismo rural ou os hotéis 5 estrelas. O Douro faz a preferência de quem procura o turismo da natureza.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Comboio histórico regressa ao Douro

 
As viagens no comboio histórico na linha do Douro Vinhateiro realizam-se, todos os sábados, entre 13 de julho e 5 de outubro. O comboio é composto por cinco carruagens históricas de madeira datadas do início do século XX, puxadas por uma máquina a diesel, de 1967, em vez da tradicional locomotiva a vapor para reduzir os custos.
Ao longo de 13 sábados, entre 13 de julho e 5 de outubro, o comboio histórico percorre os 46 quilómetros que separam o Peso da Régua da Estação do Tua (concelho de Carrazeda de Ansiães), com paragem na vila do Pinhão, numa viagem que tem como paisagem predominante o rio Douro e as vinhas que são Património Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
Por causa da substituição da locomotiva, a empresa reduziu o preço dos bilhetes de 45 para 35 euros para adultos e as crianças até aos 12 anos pagam 15 euros.
Este ano, a CP disponibiliza "bilhetes especiais" que combinam o passeio turístico no comboio histórico e as viagens de ida e volta a partir de vários pontos do país até à Régua nos serviços Alfa Pendular (em classe turística), Intercidades (em 2.ª classe) ou InterRegional e Regional.
Os preços vão desde os 40 euros para quem se desloca a partir de estações a norte de Coimbra, até aos 70 euros para uma viagem desde Faro. Em todos os percursos, as crianças até aos 12 anos pagam meio bilhete.
Durante o percurso, um grupo de música e cantares regionais animará os passageiros, que podem provar bolas de carne típicas da região e vinho do Douro.
Em 2008, viajaram no comboio histórico do Douro 2.441 passageiros, número que subiu para os 3.222 em 2009 e foi decrescendo progressivamente até 2012, ano que em subiram a bordo apenas 1.968 passageiros.
FONTE JN

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Fundador da Àman Resorts interessado em investir no Douro


O fundador do grupo Àman Resorts, o indonésio Adrian Zecha, poderá reforçar os investimentos em Portugal depois da parceria realizada com a RioForte - participada não financeira do Grupo Espírito Santo - para a construção de um empreendimento turístico na Herdade da Comporta.
"Temos mais projectos para Portugal", assumiu Adrian Zecha, à margem da apresentação do Comporta Dunes. O mesmo responsável salientou que o País é "um bom investimento". Sobre eventuais localizações onde poderá investir, o dono da cadeia Áman Resorts referiu o vale do Douro "por ser muito bonito e tem espaço". E afastou qualquer hipótese de ter uma presença no Algarve, uma vez que já "há muita construção".

quarta-feira, 8 de maio de 2013

De louco somos todos

Sem sono, inquieto, ânsia sem entender, navego em meditações soltas que me tormenta a minha paz.
Algures em terras de outros, olho a madeira tão usada como minha vida se sente. Dedos que se queimam no fumo solto de mau aroma da minha tristeza sem a entender. Embriago meus sentimentos para desamarrar meu aperto. Silencio terrorizante de cidade fria para navegar até ao outro lado da vida buscando compreender tanta imaturidade do dia-a-dia.
Mergulho nas letras mas rabiscadas que me alivia, interrompido pelo cantar das pingas da chuva primavereis como fosse a resposta às dúvidas como as tivesse.
Quem escreve finge, quem finge não escreve, emparelha letras sem escrever, solta os dedos na vontade de responder sem fingir, sossego a alma em meu corpo, não posso segurar o peso que não é meu.
Rabisco como louco, sem loucura não escrevia, deixem-me ser louco porque o louco sou eu! Confusão de letras como confusão são meus pensamentos mas como eu sou, somos todos nós! Momentos assim confusos de confusos nada tem, são enganos que eu e nós preferimos ter.
Escrevo assim porque falo com quem me lê e sei de louco somos todos em momentos da vida onde pensamos de coração embriagando a razão.
Já pensou que cada um de nós pode dizer “ Louco Sou Eu”?

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Rolha de Cortiça” debatida em Valpaços


No próximo dia 11 de Abril, no Pavilhão Multiusos de Valpaços, a Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes e a Amorim & Irmãos, S.A., organizará um debate sobre a “Rolha de Cortiça”, onde estarão presentes profissionais do sector do vinho. A sessão inicia-se às 14h. Haverá um debate sobre a correcta utilização de cortiça durante o engarrafamento e sobre o contributo da rolha de cortiça para a boa evolução dos vinhos. O Desenvolvimento Sustentável é um dos temas a ser discutido, nomeadamente sobre o impacto da indústria da cortiça e a contribuição da indústria vinícola. Às 17h30 haverá espaço para um debate geral e para a entrega de Certificados de Presença.

sábado, 6 de abril de 2013

Douro - Palco da Mais Bela Corrida do Mundo, A EDP 8ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro.






 
Classificado Património Mundial da Humanidade em 2002 pela UNESCO, o Douro Vinhateiro é a mais antiga e regulamentada Região Demarcada do Mundo  tendo sido denominada como tal em 1756 pelo Marquês de Pombal.
Com uma riqueza incalculável, a região estende-se ao longo de 26 mil hectares, entre o Porto e Foz Côa.
É aqui que é produzido um dos mais conceituados vinhos do mundo, o famoso Vinho do Porto.
Para além das quintas produtoras de vinho, dos seus costumes gastronómicos e dos seus monumentos históricos, possui ainda paisagens únicas que trazem ao Alto Douro Vinhateiro turistas de todo o mundo.
São estas paisagens de inigualável beleza que fazem da Meia Maratona do Douro Vinhateiro, a mais bela corrida do mundo.
19 de Maio pelas 11.00 h terá lugar A EDP 8ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro.
Com distâncias de 21km e 6km, meia e mini, a partida tem lugar em cima
da Barragem de Bagaúste, em pleno coração do Vale do Douro, e com um percurso praticamente plano e ao longo das margens do maravilhoso Rio Douro.
As inscrições estão abertas desde Janeiro e terminam no dia 13 de Maio, ou em data anterior logo que se atinjam as 10.000 inscrições.
O valor da inscrição atual é de 12 Euros para a Meia Maratona e 5 Euros para a Mini Maratona.
Após a inscrição é enviado um comprovativo com o qual poderá levantar a sua T-Shirt Dorsal no Hotel Régua Douro nos dias 17 e 18 de Maio, entre as 09:00h e as 20:00h, e no dia 19 de Maio entre as 7h e as 9h.
Prova única no mundo em que para além de abastecimentos com água e isotónicos, a organização coloca também à disposição de todos o afamado Vinho do Porto durante o percurso.
Após o final todos os resultados serão colocados on-line e todos os participantes poderão imprimir o seu próprio Certificado de Participação.
EDP 8ª Meia Maratona Douro Vinhateiro decorre na Região Demarcada mais Antiga e Reglamentada do Mundo, o Alto Douro Vinhateiro – Património Mundial da Humanidade.
Com um percurso totalmente plano, acessível a todos, que liga o Pinhão e o Peso da Régua, numa das mais belas estradas do Mundo, sempre junto ao deslumbrante Rio Douro, este é um evento desportivo único. São esperados atletas vindos de todo o Mundo.
Os 21 quilómetros da EDP 8ª Meia Maratona correm-se no dia 19 de Maio de 2013, estando a partida marcada para as 11:00h, junto à Barragem de Bagaúste.
Esta grande festa desportiva fica completa com a realização, em simultâneo, da 8ª edição da Mini Maratona (percurso máximo limitado a 6 quilómetros) e da 5ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro em Cadeira de Rodas.
Tem a Rosa Mota como Madrinha - Considerada a Melhor Maratonista de Todos os Tempos, pela AIMS, e madrinha da EDP Meia Maratona do Douro Vinhateiro desde 2011, continua a dar um carimbo de enorme prestígio à prova do Douro Vinhateiro, aumentando ano após ano a sua marca no evento, notado pelo carinho que todo o mundo lhe dedica.